domingo, 14 de abril de 2019

MÊS DAS ROSAS



Maio amo-te como amo as rosas,
rosas floridas de várias cores…
na sombra da luz primaveril.
Os jardins são replantados
de sonhos e de chama ardente 
quando termina o sublime Abril.

O Abril de esperança trabalhada,
campos de cravos o iluminaram!
Acendeu-se o ideal  da madrugada.
Deixou  no ar um belo aroma…
orgulho desta Nova Terra,
duma liberdade desejada.

O escuro tornou-se bem claro,
nasceu um  melhor dia…
as estrelas iluminaram!
Livres lutas pela igualdade,
misturadas ao som de ternos sapatos
que na vida caminharam.

Conquistaram-se belas riquezas
no labor e na partilha!
Cresceu a fraternidade.
Sopraram as velas dos moinhos,
calou-se a mágoa que torturava,
floresceu um futuro com identidade .

Cada pétala que vejo apanho
vêm animar todo o sentir!
Fazem tremer o meu calmo pensar.
Como os malmequeres dos carinhos
vestem de seda as planícies,
ofertando  alegria ao olhar.


Setúbal, 15/04/2019
Inácio José Marcelino Lagarto


Maio da flor e do fruto,

beijam o rosto que passa.
Mês cristão e astuto,
cada ano a vida abraça.

Inácio Lagarto



quinta-feira, 4 de abril de 2019

HOMEM NOVO




A Páscoa inicia-se em Domingo de Ramos
com a entrada de Jesus em Jerusalém!
Surge o sofrimento, a morte e a Cruz.
Celebra-se a liberdade de Israel aos amos,
da escravidão, lutando pelo bem.
Aleluia, viva a caminhada da luz.

O sol nasce e brilha, forte, para aquecer,
renasce novo sonhar no destino!
Vem iluminar a esperança na vida.
Campo e arvoredo voltam a florescer,
transformam o tempo em labor divino
numa viagem alegre e sentida. 

A verdade transporta no seio o perdão,
pede ao mundo que seja mais humano;
não esqueça jamais o pulsar do coração,
concretize a Paz sobre o abraço tirano.

A inveja termine no Planeta Terra,
o amor ao próximo seja de igualdade
e nos conduza à plena justiça.
Acreditem no mistério cuja fé encerra,
companheira da Fraternidade!
Não sendo apenas conta estatística.

Há coroas sagradas de espinhos,
palavras ao Ser e ao Existe
na consciência de um povo!
No festejar entre banquetes e vinhos.
Terminem com a lágrima triste
tornando-a em glória...num Homem Novo.


Setúbal, 05/04/2019
Inácio José Marcelino Lagarto

Nota:

A Páscoa é momento de reflexão
dando esperança ao pensamento;
deixa ouvir o grito do coração
sobre a vida e a libertação
renovando o labor em movimento.

Inácio Lagarto

segunda-feira, 25 de março de 2019

ABRIL CHEGA DE MANSINHO



A primavera chegou!
Toda a vida floresce
por entre pingos de chuva.
O inverno volante partiu,
o belo sonhar melhorou 
enquanto o dia amanhece;
traz a esperança da uva
cuja terra virgem pariu.

Abril chega de mansinho

com rebentos nos arvoredos;
palmilhamos o caminho,
seguimos em frente sem medos.

Muda o tempo, a estação,

desperta a flora honrosa;
beija os meses prolongados
à espera dos verdes trigais!
Das praias, do quente verão,
da vindima gloriosa ... 
pelos vinhos abençoados
em festejos e arraiais.

Vibram nos prados verdejantes

doce melodia florescente;
riquezas de  forças caminhantes…
luz e doçura honestamente.

Do nascer ao sossego da noite

existe o sol e a palidez  da lua
perante olhar suave e errante!
No céu azul de cambraia.
Sensação de amor, luta e açoite,
na extensa nuvem que flutua,
naquela viagem palpitante
mergulha na sombra... e desmaia.

Setúbal, 25/03/2019

Inácio José Marcelino Lagarto

sexta-feira, 22 de março de 2019

POESIA É VIDA


Há muita ventura pescada
pela rede do Pescador;
com Saber e Arte alcançada
na mente livre do pensador.

Vive na faina lutando
sempre julgando a desgraça;
vai suas feridas curando,
a Família na fé abraça.

Ele adora a pureza do rio
logo banhado por perfumes;
naquela água não sente o frio…
regressa à terra dos queixumes.

Junto à costa calafetando 
firme nos pés, alonga a visão;
cá de longe fica derramando
lágrimas… pela Foz do Outão.

O mar espreita e implora
à Arrábida verdejante!...
Que acenda a luz da aurora
e deixe passar o navegante.

Leva nobreza na traineira
ao romper da maresia;
vence a onda veloz traiçoeira
ao mudar da maré que nos guia.

Parte o sol já é tardinha,
chega a noite pede guarida;
surge um copo, uma sardinha!
A Poesia alimenta a Vida.



Setúbal, 16/07/2018
Inácio José Marcelino Lagarto


(Faz parte da 2ª Antologia da Casa da Poesia de Setúbal - Calafate)

HOMEM DE TALENTO


De mãos suadas trabalhando
calafetando embarcações,
beijava o Sado com encanto!
António Maria Eusébio, lutando…
sentindo com amor as emoções
nas redes de pescar, longo manto.

Os barcos chegavam cheios de pureza
ou, carregados de resignação,
entre o sol  quente nas viagens.
Traziam peixe fresco com firmeza,
remando contra relâmpago e trovão
que iluminavam as paisagens.

Entre tormentos, criações desiguais,
as tristezas da vida não o consomem!
Não usava o tempo para descansar.
Sendo livre cantava como os pardais
grande Mestre e belo Homem 
na partilha da arte com o versejar.

Na sua hora saudosa
pensava no náufrago aflito,
relembra antepassados.
A terna vida amorosa
divagando sobre o que foi dito
e nos verdes laranjais plantados.

Dedicava os temas à pobreza
acreditando num novo vencer!
Pedia às estelas que acendam a luz.
A terna traineira traga riqueza
com clarão ao amanhecer…
para que termine tamanha cruz.


Setúbal, 16/07/2018
Inácio José Marcelino Lagarto


(Faz parte da 2ª Antologia da Casa da Poesia de Setúbal -  Calafate)



CANTADOR DO RIO



Setúbal traçou-lhe o destino
a calafetar barcos junto ao Sado.
O Rio deu-lhe o berço em menino,
cresceu como Poeta divino…
nesta Cidade foi louvado.

Homem cantador versátil
numa voz sentida e pura!
Sonhador de técnica hábil.
De luta pela vida e mão fácil
dava alma à palavra segura.

Sentia o valor do querer!
Génio saciando-se nas fontes.
Falava com a manhã ao romper,
via o mundo com fome, a sofrer…
na faina desbravava horizontes.

Semeador de liberdades
de quem na vida ouve e existe!
Foi espalhando belas verdades,
regando as igualdades…
porque nasceste e não partiste.

Divagando no pensamento
com olhos postos na razão.
Vigiava na doca o movimento ,
bebia na tasca… templo no momento,
dizendo versos com o coração.

Ao Rio Azul agradeceste
a força real dotada de paixão.
A mágoa jamais esqueceste,
na sociedade pobre padeceste …
na dura caminhada sem haver pão.

Setúbal, 16/07/2018
Inácio José Marcelino Lagarto

(Faz parte da 2ª Antologia da Casa da Poesia de Setúbal- Calafate)


segunda-feira, 18 de março de 2019

AMOR DE MÃE





                                                                  AMOR DE MÃE

Amor de Mãe é eterno…  o colo… o sorriso…
o partilhar a três jamais será esquecido!
Esteja ela na Terra, no Céu, viver no Paraíso.
O afecto, a esperança, no aniversário é sentido.

Em prece tens Nossa Senhora D´Aires em protecção
e a Virgem Maria - Fátima, ambas em graças e glórias!
Com eminente luz enxugam nosso pranto, nosso coração,
Unidas em formosura realçam nossas memórias.

Por entre belas muralhas, árvore frondosa ilumina a vida!
Mostra ao sonho, a semente, naquela força florida,
agarrada   ao solo e ao mundo na sua real firmeza.

Parabéns! Mulher, Filha, Mãe, doce companheira!
Tua luta não foi em vão, como boa conselheira.
Cantamos à humanidade! Tua fé e grandeza.


Mil beijos de Inácio José e filha Paulinha
Setúbal, 17 de março de 2019
Inácio Lagarto






terça-feira, 12 de março de 2019

AO ROMPER DA PRIMAVERA



Em março, muda a hora, florescem árvores e paixões,
despede-se do inverno, ao romper da primavera!
Festeja-se o dia da mulher, do pai entre emoções,
renasce a esperança encantada de sonho e quimera.


Os campos e os jardins iniciam o verdejar,
ventos amenos convidam ao passeio junto à praia.
A luz quente, do sol, permanece no tempo a brilhar
e a lua silenciosa mergulha na terra e desmaia.


As nuvens chuvosas perfumam as mentes penitentes
a fim das barragens e solos beijarem as enchentes
porque a vida implora protecção ao Universo!


Que a
s madrugadas tragam um Abril de Liberdade,
transparente e repleto de paz e bondade
num poema escrito e cantado pelo Povo em verso.




Setúbal, 13/03/2019
Inácio José Marcelino Lagarto

domingo, 10 de março de 2019

PAI! UM TEMPLO DE CALOR



Pai é uma luz erguida.
Pai! Um templo de calor,
num caminhada sentida
transporta com ele o fervor!

O futuro  na identidade
e na família o crescer.
De aflição e vontade,
semente de labor e vencer. 

Partilha na construção do lar,
raiz envolta de seiva;
fomenta o terno embalar
naquele ninho como dádiva.

Vai escrevendo as memórias
numa crença divinal;
relê o livro das glórias,
da vivência fraternal.

Pai é abrigo sereno
do ser gente, o ter nome.
Companheiro de pequeno!
Do sonho a não ter fome.

Pai! É riqueza tê-lo,
faz-nos alcançar o espaço.
Vamos compreendê-lo
e acariciar o terno laço.

Ele ilumina a nossa mente,
com sua candeia vigia!
Numa visão permanente,
usando asas de magia.

Em viagem triunfal,
pai e filho em união!
como desejo especial
planeiam linda geração.


Setúbal, 19/03/2019
Inácio José Marcelino Lagarto

Nota:

Homens simples os hajam
com sentimento e sentir.
Outros bem vestidos trajam
peles de lobos ao sorrir.

Inácio Lagarto

quinta-feira, 7 de março de 2019

RENOVA O SENTIR



Nesta caminhada na vida, devagar…
numa viagem de lama e pedregosa
ouvindo o som dos sinos revoltados.
Sinto o pensamento murmurar,
envolvido numa pasta peganhosa
seguindo a vontade dos tratados.

Envolto em mistérios impuros,
escuto e olho usando de magia
com a fé que a mente anseia.
Torna a romagem difícil em segura,
fixa a imagem, na luz do dia,
cujo sonho em paralelo vagueia.

Numa realidade transcendente
a ambição cresce, sobre o abismo,
pensando na pérola da ciência.
A memória vagueia solenemente,
engenha a forma com exibicionismo
e o corpo oferece anuência.

Termina a quadra do carnaval
em que brilham fantasias alegres!
Este tempo de  reclamar faz falta.
Regressada à vivência tudo é igual,
surge a páscoa dos milagres
e no calendário … a graça salta.

Em março, as mãos reclamam por amor,
espreitam a terra, a praia e o mar!
Entregam-se à adoração do existir.
Fonte da primavera e da bela flor,
nossa doce companheira secular
e na humanidade renova o sentir.


Setúbal, 07/03/2019
Inácio José Marcelino Lagarto


Nota:

Povo valente e idealista
convertem o tempo com atitude;
venceram a vida pela conquista!
Memórias do ontem doadas à juventude.

Inácio Lagarto

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

SERVIÇO AO CIDADÃO


Horas longas de espera
a fim de renovar o dever;
tempo demais, sentado, desespera…
ocupando a mente sem nada fazer.

Com falta de trabalho e profissão
jamais compreendo tão dura estiada.
Perdido no espaço, na confusão
esperando pela senha  da chamada.

A fila rolando não diminuía,
os bocejos pairavam no ar;
a noite aproximava-se sombria
e o sonhar em nós a reclamar.

Apagava-se a chama da paciência,
o progresso silenciava a razão!
Quando o mundo planeia a ciência,
o entendimento permanece no balcão.

Nesta cruzada em movimento,
na unificação dos serviços;
vão torturando o pensamento
e trocado por computadores noviços.

Desolado pela vida inglória,
de corpo e alma divagando!
O passado consome a memória,
pensa no arado a terra lavrando.

A chuva rega a lavoura,
o sol ergue a sementeira.
A seara verde surge duradora
e o fruto cresce à nossa beira.

Funcionários crentes, sobreviventes,
em sobressalto, não vivem sós.
Pessoas sinceras e obedientes!
São filhos e netos de nobres avós.


Setúbal, 19/02/2019
Inácio José Marcelino Lagarto 


Nota: Nas tardes frescas de Fevereiro,
          horas perdidas do poeta;
          escondido sem calor dum braseiro
          calando a expressão na meta.

          Inácio Lagarto

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

AMIGO JUSTINO SERRA



Primo e padrinho vamos brindar!
Vamos reviver o longo sonhar, 
mergulhando na doce estrela…
abraçar o ontem e poder vê-la.
O passado que transporta o vencer
e cujo mérito iluminou o florescer!...
Unidos na fé e no adorar a Deus.
Glória vitoriosa  vinda dos céus
e jamais esquecendo a força da Terra,
do Amigo Justino Baptista Serra.

Filho e Vila Nova da Baronia
e de Viana do Alentejo, em harmonia!
Fruto maduro da caminhada.
Criado numa Família abençoada,
no seio dos Lagartos, Mestres Oleiros,
artistas no modelar pioneiros;
cresceu no barro com criatividade,
foi músico, partilhou a mocidade,
na Escola desbravou horizontes
bebendo da água de belas fontes

Formou-se como ilustre Enfermeiro,
seguro e um fiel conselheiro
dedicado a causa da humanidade!
Firme na cruzada da irmandade,
respeitado pela sábia compreensão
ao usar o seu grande coração.
Um amante assíduo do Mercado -
do Livramento, da Troia e do Sado.
Casou em Setúbal, acendeu a chama,
ergueu a voz, alimentou a alma.

Beijou o Rio, a rede dos pescadores,
acreditando nos puros, sagrados valores. 


Setúbal, 07/02/2019
Inácio José Marcelino Lagarto
           ( e Família )
     Descansa em Paz


terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

REFLECTINDO



Fiquei a pensar na vida
antes de saborear o pudim.
Divaguei de mente sentida!...
Recordei quem gosta de mim.

São momentos de saudades
trazidas dentro do peito;
caminhadas das vontades
recordando quanto feito!

À mesa da Família ou no Altar
e de pensamento erguido,
somos firmes no terno abraçar!
Comemos do pão oferecido.

Bendizemos o fulgor 
naquela labuta perfeita!
Pela luz repleta de amor
cujo sonho nos deleita.

Reflectindo! Embriagado
entre visões florescendo, 
Convertido, acompanhado,
doce imagem estou revendo.

Na partilha da idade,
vivências da bela viagem;
aprendidas na mocidade
numa inocente miragem.

Enamorado pelo futuro ,
esperando o alvorecer!
Na chama do Crer seguro
que ilumina a força do vencer.

Cavalgada a cruzada
sempre pronto a servir.
A missão, ontem iniciada,
quer ver! A obra evoluir.


Setúbal, 05/02/2019
Inácio José Marcelino Lagarto




sábado, 2 de fevereiro de 2019

FRIO DE FEVEREIRO



A chuva cai forte nos beirados,
o frio acompanha o Fevereiro;
os sonhos perdoam os pecados,
tingem o solo e o lameiro.

O astro fica húmido e cinzento!
O vento sopra, deixa tudo a balançar.
A caminhada é calada no momento
pelo constante e trinado assobiar.

O mundo corre veloz, excitado,
ao meio ambiente pede socorro;
o homem teme o perigo e o pecado
sobre o mistério da água a jorro.

Uma nuvem desliza com prontidão,
exibe a força da Natureza;
carrega com ela a reflexão
oferecendo à primavera a certeza.

Surge um desejo na mente,
um abraço ao criar, ao existir!
O dia esconde-se perdidamente
à espera do sol no bom porvir.

O ano desperta na esperança,
tempera a vida, o sonho, a união!
Equilibra o tempo com a mudança
desde o ar do céu até ao chão.

Terras e árvores ficam lavadas,
casas e pedras dos caminhos;
paisagens, com saber, são moldadas!
Segredos renascem entre carinhos.

Esperam a estrela da ventura,
pensam na poesia dos verdes trigais,
nas flores e na semente pura
que tornam as memórias imortais.



Setúbal, 02/02/2019
Inácio José Marcelino Lagarto

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

ARTE EM MOVIMENTO




Arte livre em movimento
fomenta no sonho a criação;
usa o traço como identidade,
sensualiza o pensamento,
faz progredir a evolução!
Honra o Saber e a Criatividade.

Mostra ao Tempo, dor e conquista,
sem desprezar o pormenor
numa saudável aprendizagem!
Sobre lágrima ou chama idealista.
Enaltece o viver com louvor,
partilha a estrada na viagem.

Ao olhar a vida e o mundo
ultrapassa o horizonte
com a alma de amor cheia!
De mente firme, de labor fecundo,
cuja visão serve de ponte
para a obra sonhada que planeia.

Tem na luz fiel companheira
dando paz, segurança e ventura!
Jamais esquecendo a sombra por igual.
Ambas, numa paixão verdadeira,
matizadas na cor por mão segura
e modeladas em forma divinal.

Numa suprema inspiração
o trabalho, é lançado como semente,
numa árdua luta sem rancores.
No artista, aquece o coração -
a linda esperança ardente,
construindo pendões de valores.


Setúbal, 17/01/2019
Inácio José Marcelino Lagarto

domingo, 13 de janeiro de 2019

ATENTO À VIAGEM



Penso na vida com carinho,
uso a vontade no caminho
espalhando a visão pelo mundo.
Dou ao sonho terno abraço,
desejo superar o que faço!
Vou semeando amor fecundo.

Ao alongar a imaginação,
falo com o vento, com paixão
e em alerta sou exigente!
Ouço a voz do momento,
partilho com o pensamento,
a ela, não fico indiferente.

Trago comigo a esperança,
repleta de fé e confiança
acreditando na Natureza.
Jamais esqueço,  labor passado
nem o que foi conquistado
ao criar nova certeza.

Ao versejar, ao escrever,
ilumino o nobre viver
neste alegre meditar.
O vento açoita as velas,
liberta as palavras belas
e para o papel o sibilar.

Com um brilho fulgurante,
neste Sado sou navegante
e pela Costa sigo atento.
Olho a Serra e a Baía,
meu coração alivia
cuja viagem dá-me alento. 



Setúbal, 13/01/2019
Inácio José M. Lagarto

Estou atento a tudo que rodeia
quando o sol segue a pino;
a lua à noite planeia,
protege de perto o destino.

Lagarto

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

SABER OUVIR, SABER CALAR



Saber ouvir, saber calar!
No caminho existe uma pedra,
segue na viagem, sem nela tropeçar,
muda de rota sem pisar a pedra.

No barulho na estrada, escuta e sente!
A crítica ou mesmo a censura.
À sombra fria não és indiferente,
deseja atingir uma meta segura.

Ao grito da voz, pensa na razão!
Opina, jamais sem querer julgar;
deixa ao tempo, a palavra como lição,
num gesto isento no partilhar.

A vida, é uma linda aguarela,
feita de cor e de pincelada
que brilha, como criança bela
ao subir a longa escada.

A força do povo floresce na mente,
quanto à forma como à luz!
Chega ao futuro pelo presente,
agarrado ao labor que o conduz.

A
estrela das boas intenções
vai iluminando com claridade!
As emoções nos homens, nas gerações
que movem a obra e sua bondade.

Entre harmonia, zelo e talento,

na época dos computadores
o mundo planeia o movimento!
Aliciando com fé os criadores.

Porque os devastos invernos 
esperam pelas flores das primaveras.
Com elas, formam sonhos ternos
a fim de não romperem quimeras.


Setúbal, 08/01/2019
Inácio José Marcelino Lagarto


domingo, 30 de dezembro de 2018

PASSAGEM DE ANO



Já dois mil e dezoito termina 
mas, não deixa de sonhar e viver!
Na fábrica, escritório ou oficina;
lavrar o campo, cumprir a sina
para o vida guiar e vencer.

A viagem jamais é esquecida,
nem a tecnologia do mundo;
a memória segue vendida
por uma promoção escolhida…
cujo coro vai batendo no fundo.

O homem fala de austeridade,
lança a rede ao Euro seguro;
rasga-se o calendário da idade,
muda-se para a folha da bondade!
Brindamos todos, ao novo futuro.

Abrem-se as garrafas, dos doces vinhos,
pedem-se desejos ao Universo.
Rufam  os tambores nos caminhos,
enviam-se mensagens aos padrinhos!
Cantamos uma canção do lindo verso.

Brilha no céu, a passagem de Ano,
alimenta-se o imaginário
que venha fértil e não tirano.
Traga Paz, calor humano!
Não seja apenas um aniversário.

A esperança é palavra bela,
ilustrada de claridade.
Vista da Terra é bonita estrela
que lá no alto por nós zela,
na sua luz transporta ... a Liberdade.


Setúbal, 31/12/2018
Inácio José Marcelino Lagarto

sábado, 29 de dezembro de 2018

FAMÍLIA VIEIRA

Com Paz, Saúde e Esperança
saudamos o Ano Novo!
Que ao mundo traga confiança,
ao Alentejo sonho e bonança…
não esquecendo a voz do Povo.

Vibra na memória a pureza
abrindo a luz na passagem
vinda de Lisboa, sede portuguesa.
Dela palpita outra certeza
ilustrando no tempo a imagem.

Belém, veio até Viana!
Trouxe filhos, alegres, benditos.
Pisaram nobre terra transtagana,
com alma e de força humana
através de amor e dos escritos.


Chegaram na corrente desejada,
partilharam de terna amizade!
Sua presença era aguardada
como Família jovem perfumada.
Partiam...deixavam saudade.

A Rosa e a Sara a iluminar,
o Custódio e o João Vieira na conquista;
a Cristina e a Lá - Lá a enlaçar,
unidos à Mãe, no segredo, de encantar.
Sobrinhos do Custódio Vieira - taxista.

A viagem, anualmente, repetida
num raio lindo de claridade;
a noite de luar jamais esquecida,
a vivência não era perdida…
vinham saciar tão boa vontade.


Setúbal, 30/12/2018
Inácio José Marcelino Lagarto  

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

VIAGEM NA MEMÓRIA

Sopram bons ventos da linda Serra,
descem pela encosta até ao povoado;
beijam o Solo Alentejano,
envolvem , num abraço, o terno Castelo
e toda a riqueza que nele encerra.
O Largo de São Luís é abençoado,
pisado pedra a pedra por Ser Humano!
Ali, ao luar é tranquilo e belo.

Sábados à tarde, domingos floridos,
desfilavam cortejos de trabalhadores;
Gente de crença ardente, de emoção!
Visitavam tabernas e vinhos sagrados.
Davam força aos sentidos,
unidos na mesma chama, nos labores,
bebiam, petiscavam do fresco pão
entre riso e de Cante acompanhados.

Percorriam a longa caminhada
por ruas com o coração ao peito;
Com um raio de luz e claridade,
iniciado na Praça da República.
Pela Rua do Castelo  encantada,
num alegre trinado satisfeito…
tocados pelo grito da Liberdade,
saciada de palavra com ética.

Na Fonte de Rossio, de alma renovada,
a fim de prosseguir a viagem!
Até ao Altinho, panorama de eleição.
A Sociedade Vianense  vivia presente,
de vasta Sala bem animada;
terminava, na Fonte da Praça, a romagem
num palpitar e aperto de mão
com a confiança de quem… Pensa e Sente.


Setúbal, 27/12/2018
Inácio José M. Lagarto