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Sai de Viana, de bicicleta, a pedalar!
Já cansado da caminhada
cheguei a Évora, olhei a Cidade,
plantei uma árvore sonhada.
Em histórico solo, com emoção,
iniciei novas cruzadas
entre o lutar, lutando!...
Cavalguei em outras cavalgadas.
Passei de vassalo a senhor,
alcancei bravas conquistas;
disse adeus ao Alentejo,
fui criando artes imprevistas.
Com o comboio a apitar
só parei no céu azul;
lavei-me na água do Rio
que traz a corrente do sul.
Em Setúbal, Terra do Bocage,
c
onverti o imaginário!
Ao Saber de gerações.
S
ou reformado, fui bancário.
Porto Covo, oferece-me lazer,
protecção, acalma a mente.
De automóvel sempre a rolar,
venho aquecer-me, em sol ardente.
Sou de Viana, pertenço ao Mundo,
Alentejano de coração.
Uso a força do conhecimento!
Escrevo poemas com paixão.
Porto Covo, 06/09/2019
Inácio José Marcelino Lagarto
Sito no Litoral Alentejano
em paisagem deslumbrante
e junto à Costa Vicentina
existe! um sonho humano.
Convida a caminhar o caminhante!...
Beber nesta fonte divina.
Porto Covo e Ilha do Pessegueiro
vivem, lado a lado, contentes,
partilhando belas imagens.
Falam do pescador e do marinheiro
entre bando de gralhas presentes,
voando livres , em calmas paragens.
Naquele abraço fraternal
recordam as caravelas amadas
e, descrevem a estória do Vizir.
Ambas, vigiam o mar de Portugal,
por areias e praias banhadas
com encanto! Deixam a Paz florir.
Porto Covo! É protegido por rochedos.
Elege o Vasco da Gama pelo Oriente,
na conquista do Mundo, com galhardia!
O Marquês de Pombal, homem sem medos,
no seu Largo, olha o progresso de frente!
Iluminam!!! A terna harmonia.
Em partilha mui elevada, sentida,
na fraternidade conselheira
alimentam os novos sonhos!
Com ambição, firmeza de vida.
Unidos ao querer e à luz soalheira
elaboram…Futuros Risonhos.
Porto Covo, 05/09/2019
Inácio José Marcelino Lagarto
Fui à praia da Samoqueira,
em Porto Covo, calma banheira,
vi ao sol linda donzela!
Modelada e tão bela.
No busto fixei terno olhar,
naquela figura de pasmar;
subiu bem alta a emoção,
acelerando o coração.
Numa onda cavalgava
aquela imagem, esbelta e brava;
seguia na rota dos rochedos
aonde são guardados os segredos.
Montava no dorso dos sonhos,
gritando...sons risonhos!
Só parou no denso areal
a ilustre, cavaleira universal.
Mergulhou no mar salgado, a boiar,
aguardando pelo jovem par
a fim do destino cumprir
quando o seu corpo despir.
Abraçaram-se ternamente,
beijaram-se loucamente…
para trilharem longa viagem,
na luz forte da miragem.
Exploraram as dunas junto à terra,
sentiram o que cada canto encerra!
Riquezas da Natureza.
Envoltas por água e firmeza,
grutas secretas para jovens casais,
cujos desejos florescem iguais
na procura da liberdade.
Deixam ao tempo a Saudade.
Porto Covo, 04/09/2019
Inácio José Marcelino Lagarto
Chegou Setembro, mês das vindimas,
caiem as folhas, arrefecem os climas,
das árvores, aproxima-se o outono!
Os campos secam pelo abandono.
Iniciam-se os trabalhos da vida
naquela caminhada de crer sentida;
navegam na Net os belos amores,
ondulam os corpos entre os calores.
Tapam-se os seios bronzeados
que pelo sol foram queimados;
esbeltas donzelas são vestidas
com gosto, imagens coloridas
cujo imaginário implora!
Aguardam impacientes a hora
para a campainha do desejo tocar
a fim do enamorado beijar.
A época do verão já terminou
mas, o sonho real não findou,
neste Globo, dia e noite, a girar!...
Com a Internet sempre no ar.
Despido de preconceito o viver,
acende-se a luz risonha do vencer!
É preciso amar sem condição,
partilhar o prazer, como uma bênção.
Beber, brincar, bailar na sala,
saber usar a palavra, com quem cala;
brindar ao lar, ouvir queixumes,
suportar alegrias e azedumes!
Cumprir o dever com elevação
na luz pura, acalmar o coração,
acordar do sonho fenomenal
e aguardar pelas Férias do Natal.
Porto Covo, 04/09/2019
Inácio José Marcelino Lagarto
Deitado, sobre a cama ou no chão,
dentro da tenda com paixão!
Sacia-se o desejo e a vontade
entre elegância e bondade,
elevando o sonho com prazer.
Satisfaz a essência do querer!
Q
uanto ao amor, fantasia...
alegrando a vida de melodia.
Fomentam-se contactos,
são elaborados pactos,
trocam-se olhares no momento,
profanam o pensamento...
entregam-se à terna emoção!
Desde os pés ao coração.
Vagueiam pelos espaços
os enamorados sem cansaços.
Brindam à lua e à vida
em taça de cristal sentida;
mergulham triunfantes no Ter
alegrando a virtude do Ser.
Tocam guitarra nas cordas dos nervos,
nos corpos dos livres servos!...
O
s pares apaixonados
cantam versos iluminados.
Exalam perfume profundo!
Sem raça, credo ou cor no mundo,
acordam as madrugadas;
o sorrir de vassalos e fadas,
h
omens e mulheres delirantes;
casais, cavaleiros andantes.
Gozam o tempo que os invade
na Gaiola da Liberdade.
Porto Covo, 03/09/2019
Inácio José Marcelino Lagarto
Porto Covo é iluminado pelo Sol
e banhado por praias na Natureza
em clima temperado, aliciante,
ilustrando toda a Costa de beleza.
De Sines a São Torpes beija-se o mar,
a seguir… é protegido por rochedos!
Olha-se de perto a Ilha do Pessegueiro,
desfruta-se o Vizir entre segredos.
A povoação aguarda o visitante!
Terra de Turismo hospitaleira,
oferece guarida ao caminhante
e, belas imagens à vida companheira.
Caminhando, prossigo na saudade!
Vila Nova de Milfontes consola o sonho
e toda a visão graciosa …
com um abraço fraterno e risonho.
O azul do céu encanta o espaço
deixando o pensamento navegar!
Lá longe! Vê-se o terno pescador
a lançar as redes, para o peixe apanhar.
O sorriso eleva a fantasia
ao admirar tanto deslumbramento!
Sinto bater forte, o coração,
como sinal de contentamento.
Neste paraíso envolvente
encontro a paz e a harmonia;
as palavras, por vezes sentidas,
a florirem neste jardim de magia.
São horas, noites e dias, a sonhar!
Com tão aprazíveis caminhadas.
Memórias, vividas em liberdade,
nas partilhas Culturais, aninhadas.
Porto Covo, 01/09/2019
Inácio José Marcelino Lagarto
Olhando a luz do luar,
José Cid, em Porto Covo, brilhou!
A voz do Povo aplaudio
aquela actuação fenomenal,
genial, em nada igual!...
A visão, na mente, floriu.
Com canções antigas a relembrar:
- o belo tempo e sonhar que passou,
partilhadas em ovação.
Falou das praias sagradas,
amadas, das casas pintadas!...
Da Ilha do eterno coração.
Festas e noites consagradas,
com arraial, divertimento,
à Virgem Mãe «Da Soledade».
Unidos na fé, em procissão,
oração, pedindo protecção
para o Pescador em actividade.
Neste mar de costa rochosa
em que habita a esperança
e a vontade de viver!
No Sudoeste Alentejano,
humano, em campo lusitano,
floresce a força do vencer.
Com Praça Marquês de Pombal
junto à Costa Vicentina,
Rua Vasco da Gama beijam horizontes.
O Pessegueiro é velho baluarte,
na arte, com o Vizir reparte!...
As memórias destas ricas fontes.
Porto Covo, 31/08/2019
Inácio José Marcelino Lagarto