sábado, 2 de janeiro de 2021

SOU PORTUGUÊS, ALENTEJANO



Rompeu o ano de esperança,
Do ventre nasceu um sonho
Que vem alegar a mente;
Caminha calmo em harmonia
Porque o ontem cresceu risonho.
Traz um cravo vermelho ao peito,
Uma rosa branca presente,
Que dignificam glorioso feito;
Sem utopia
Trabalham com animação
Pela conquista de novo dia,
Abraçar, apertar a mão!

Há um desejo por igual
A fim de viajar, ser vivido
Em rotação Universal
Rolando e manter sentido.

Deslizam recordações
Sobre crises antes criadas
Que causaram tamanho mal,
Deixaram tristeza profunda!...
Sem a partilha Social,
Tudo foi  tão desigual.
Volta o sol a brilhar,
Beber na fonte fecunda,
Olhar a linda paisagem;
Descansar na sombra das tentações
Ou mergulhar na água do mar
E acreditar noutra imagem!


Ler o registo do pensamento
Em que fui soldado romano;
Mouro, árabe  em movimento,
Fiel companheiro no momento,
Sou português, alentejano. 


Setúbal, 02/01/2021
Inácio José Marcelino Lagarto

 


  
 

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

BEM - VINDO JANEIRO


 
Findou o Natal, não levou o acreditar!
A vida segue livre no sonhar;
Novo Ano reveste de afirmação,
Vem gerir nossos passos  com vacinação
Contra estirpe que a pandemia conduz.
Cientistas unidos encontram a luz,
Usam Saber e acalmam o mundo,
Glória de pensamento fecundo.

De olhares firmes caminhamos em frente
Fortalecendo a memória e a semente;
Erguemos bem  alto nobre ideal
A fim de vencermos este vendaval
Que surgiu forte e desastroso
Deixando o Universo furioso. 
Condiciona o trabalho noite e dia
E silencia a Cultura, futebol, melodia!

Janeiro regressa aventureiro,
Porém, guarda sinal traiçoeiro;
Traz chuva, frio , vento em desatino
Que pode traçar estranho destino.
A sombra torna-se milagrosa
Com cura e esperança radiosa
Nos povos e vitimas em desgraça
Vendendo a bondade com pura graça.

O inverno é esculpido com esplendor
Entre festejos, canções, gritos ao amor;
Pedidos frutuosos ao céu, às estrelas
E que o ano traga Paz, notícias belas!...
Porque o tempo findo criou emoção,
A jornada amordaçou o coração.
Acendem velas à Santa Imagem
Pela Humanidade na dura viagem!


Setúbal, 26/12/2020
Inácio José Marcelino Lagarto
 

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

TEMPO DE EXCEPÇÃO



 Dois mil e vinte mudou de cenário,
Assombra cortejo extraordinário
Tornando o sonho em fantasia,
A caminhada ferida sem magia
Deixando o destino a divagar!...
Ouvindo a voz da terra e do mar.
O povo penhora a confiança,
Solicita moratória à esperança
Porque falta trabalho nesta hora,
Retido em casa ao silêncio implora
A médicos, enfermeiros e Ciência,
Ajuda técnica com mais frequência!  

Aos ombros carregam o mundo,
Afagam corações e  suspiros secos
Jamais omitem sentimento profundo
que ao longe fazem timbrar os ecos.

Festeja-se o Natal! Este ano aflito!
Inicia-se janeiro sem partilha ou grito
Cujo vírus ataca bruscamente
O futuro e a vida lentamente.
Sofre cansado o carinho e os amores,
Resigna a força dos trabalhadores
A uma cadência  consoladora;
Esquecem a virtude construtora,
Aguardam pela vacina de bom efeito,
Não traga quimeras ao peito
E que venha acalmar tamanha dor
Ou milagre de Jesus Cristo! Redentor!

O Céu, a Terra está iluminando, 
A luz entra pela janela aberta,
Aquece a Natureza que foi criando...
O relógio toca hino de vitória certa!


Setúbal, 21/12!2020
Inácio José Marcelino Lagarto
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    velho Planena 

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

CAMINHO!...


 

Caminho nos sonhos, desbravando,
Por campos frutuosos sem fim; 
Aqui  e ali o ideal fui semeando,
Ao sol e à chuva fortificando  
Com palavras floridas neste jardim!

Faminto de viver mudei de tema
E para saciar meu pensamento, 
Nasceu desejo, lavrei um poema!
Na saudade criei novo dilema
Que chegou e partiu como o vento.

Trago de Viana e de Évora o versejar,
Das horas sonhadas na solidão
Em que a lua vinha iluminar,
Meu corpo, minha mente acalmar,
O bater acelerado do coração!

Como Florbela sou Alentejano!
No barro esculpi a Arte de Oleiro,
Na Escola em solo transtagano.
Em Viana do Alentejo tracei plano
E acordei do silêncio por inteiro.
 
Nas águas correntes do Rio Sado
Amarrei a vida do gado, do pastor,
Beijei a cidade e o mar salgado;
Pela paisagem fiquei encantado,
Por Setúbal! No valente pescador!

Nesta viagem longa enraizada
Há uma luz acesa a brilhar 
Que orienta o olhar na cruzada;
Não esquece filhos, mulher amada, 
Nem o  planeta  de tanto lutar!


Setúbal, 16/12/2020
Inácio José Marcelino Lagarto

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

NATAL DE UNIÃO


 Termina dezembro moribundo,
Magoado,
Festeja o Natal no caminho,
Abençoado;
Abre-se a janela ao Novo Ano
E com o olhar em Deus!
Fazem-se pedidos aos céus,
Ao mundo
Pelo povo presente;
Que nasça iluminado,
Sem engano
No sonho e esperança;
Mantenha na vida a confiança,
No sol protector,
Venha aquecer a terna mente
E fortalecer o Amor!

Que o ideal avance lutando!... 
Na Ciência, no Saber;
Segredos estão mergulhando
Na barragem do Poder
E para suportar o cansaço
Dão música ao sentimento
E assim, controlam o compasso,
Entre mistério e ambição,
Jamais roubam o pensamento
À Família e à União!


Setúbal, 10/12/2020
Inácio José Marcelino Lagarto




























































PRIMAVERAS FLORIDAS

domingo, 6 de dezembro de 2020

CIDADE DO BOCAGE



Caminho, na Cidade do Poeta
Em Setúbal 
Que sente orgulho no Rio Sado;
No pescado
Vendido no Mercado Municipal
Junto à  fruta fresca divinal.
Em Luísa Todi do Belo Cante
E da Serra da Arrábida que grita
À embarcação que viaja aflita!... 
Serve de bússola ao navegante;
Acalma a força do vento
Com ternura, encanto,
Dão guarida ao pensamento
Na Baía com seu manto!

De olhar alegre vou ao Bonfim,
Falo do Vitória apaixonado,
Fico na Capela rezando!...
Pela Cultura lutando 
Sobre trabalho na fábrica a findar
E ao progresso estendem a mão; 
Descanso no frondoso jardim,
Na sombra soberana
Que abriga a vida humana
Afagando o coração!

Setúbal, 06/12/2020
Inácio José Marcelino Lagarto